Entrei apresado
Confesso seque ter visto o destino
Alguns olharam-me curiosos
Cara de poucos amigos
Alguns sorrisos
Não sei se para disfarçar a insegurança,
o medo ou por mera formalidade.
A condução estava lotada de todas as idades
Homens, mulheres, crianças e tantas
outras indefiníveis num primeiro olhar,
algumas nem mesmo muitos olhares
me bastaram para revelar qual signo
ou destino.
Ah! O destino.
Para onde estaria indo eu, antentei- me
Percorri com presa diversa
tantos rostos quanto me foi possível
em busca de uma fisionomia familiar
Alguns não pareciam estranhos
mas faltava-me nomes,
memória suficiente para preencher
a distância que nos separava
Derrepente um brusco solavanco
e lá fui eu, junto com tantos outros
Parei a muito custo a distância de um beijo
Podia sentir seu perfume
Seu olhar dispensava nome, memória...
Um segundo solavanco nos roubara o beijo
Acordo, assustado
Ainda não sei para onde ia
Ainda sem nome, memória o suficiente
Sinto seu perfume
As costas dói, assim como todo corpo,
tudo ainda doí, volto a dormir.
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